Biografia · 1994–2026
Biografia
A trajetória em prosa, por época, com o que é cada instituição por onde Giordano Cabral passou e o que fez em cada uma.

Giordano Cabral é professor do Centro de Informática da UFPE desde 2014, em dedicação exclusiva, e trabalha com inteligência artificial agêntica e com estratégia em organizações. Pesquisa a IA agêntica e sua adoção por organizações no FAROL (2025–). Em estratégia e negócios, presidiu o Conselho de Administração do CESAR de 2020 a 2026, depois de cinco anos como vice-presidente (2015–2020), é associado fundador e conselheiro da ARIES, integra o conselho técnico-científico do Instituto Caldeira e o Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, é consultor de internacionalização do Núcleo de Gestão do Porto Digital e presta consultoria a empresas em estratégia e adoção de IA. Fundou a D'Accord Music Software, empresa de software criada no Recife em 2000, e a MusiGames Studio, unidade de negócios de jogos, em 2007. Doutorou-se em inteligência artificial generativa em Paris, em 2008, no LIP6, com Jean-Pierre Briot e François Pachet (Sony CSL Paris); foi Visiting Scholar do Lemann Center, em Stanford, de setembro de 2023 a agosto de 2024, e professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco de 2010 a 2014. Na origem da pesquisa está a aplicação de IA à criatividade computacional (geração de música e áudio em tempo real, de 1999 a 2015; análise automática de áudio e de música; instrumentos digitais; jogos; multimídia) e à educação.
01 · Biografia
Até 1999: formação no Recife
Ingressou na UFPE em 1994, no bacharelado em Ciência da Computação do então Departamento de Informática, com bolsa de iniciação científica do CNPq, e colou grau em agosto de 1999. Em março de 1997 um grupo de alunos fundou a CITi, a empresa júnior do Centro (consultoria em TI, software e cursos), e ele estava entre os fundadores: diretor de cursos no primeiro ano, diretor-presidente em 1998, conselheiro até 2000.
02 · Biografia
2000–2009: Paris e as empresas
O mestrado (2000–2002), com Geber Ramalho, saiu do projeto Agentes Inteligentes para Ambientes Complexos, sobre agentes que geram acompanhamento musical em tempo real. A dissertação, D'Accord Guitar, defendida em novembro de 2002, é um sistema que recebe a cifra de uma música e produz a execução no violão: escolhe as posições no braço, modela a mão do violonista e anima a performance para quem está aprendendo.
No mesmo ano em que o mestrado começou, o sistema virou empresa. A D'Accord Music Software nasceu em 2000 dentro do grupo de computação musical do CIn, foi pré-incubada no Recife BEAT, a base de empreendimentos de alta tecnologia do Centro, e constituída como sociedade anônima em 2001. Cabral foi líder de desenvolvimento; o Violão Player, de 2001, foi o primeiro produto. Em 2003 a empresa vendia para os Estados Unidos e a Europa; em 2004 estava entre as empresas de estreia do Porto Digital. No Prêmio Finep de Inovação, categoria Pequena Empresa, etapa Nordeste, ficou em terceiro em 2007, segundo em 2008 e primeiro em 2009, quando foi finalista nacional; venceu de novo a etapa regional em 2012. Recebeu R$ 1,68 milhão de subvenção econômica da FINEP em 2008 e aporte do Fundo Criatec, o fundo de capital semente do BNDES, em 2010. Hoje há duas pessoas jurídicas: a sociedade anônima de 2001, que a partir de 2014 passou a operar como Escribo, e a Daccord Tecnologia Ltda, aberta em 2014, que usa a marca e da qual é sócio desde 2018, com Rodrigo Pereira, que a dirige, e Filipe Calegário.
De 2003 a 2008 fez o doutorado em inteligência artificial generativa, com Jean-Pierre Briot e François Pachet, no LIP6, laboratório de informática da Université Pierre et Marie Curie (Paris 6, hoje Sorbonne Université), na equipe de sistemas multiagentes, com bolsa da CAPES. Briot dirigiu a tese e Pachet, do Sony Computer Science Laboratory Paris, a codirigiu; de 2003 a 2007 trabalhou com a equipe de música do laboratório da Sony. Em 2005 foi chargé de travaux dirigés de Introdução à Inteligência Artificial na Sorbonne / Université Pierre et Marie Curie (Paris 6). A tese, Harmonisation automatique en temps réel, trata de um sistema que gera automaticamente, em áudio e em tempo real, a harmonização de uma melodia improvisada, a partir de informação parcial; foi defendida em 9 de julho de 2008, com menção très honorable, e a UFPE reconheceu o título em 2010. Do doutorado é também a validação do EDS, sistema da Sony CSL que descobre automaticamente descritores de áudio, num reconhecedor de acordes (ISMIR 2005).
A colaboração com a Sony CSL continuou depois da tese: em 2015, uma demonstração de aplicação no IJCAI, com Mathieu Ramona, de um sistema que gera o acompanhamento de uma música a partir da gravação de um único intérprete; em 2017, o Brazyle, parte brasileira do projeto Flow Machines, da Sony CSL, de inteligência artificial para criação musical. Do Flow Machines saiu o álbum Hello World (2018), um dos primeiros discos criados por IA no mundo (créditos do álbum).
Voltou ao Brasil em 2007, antes da defesa, e trabalhou no Rio de Janeiro, de fevereiro de 2007 a junho de 2008, como desenvolvedor, engenheiro de software e depois líder de projeto no DATASUS, o departamento de informática do SUS, contratado pela CTIS. Do mesmo período vem a colaboração com pesquisadores do IMPA.
Em 2007 a Daccord abriu no Porto Digital a MusiGames Studio, unidade de negócios de jogos, para pôr em jogos a tecnologia de áudio que já tinha. Foi diretor de tecnologia da empresa de junho de 2008 a maio de 2010. O Drums Challenge entrou na App Store em junho de 2009 e fechou o mês entre os jogos musicais mais vendidos nos Estados Unidos e no Reino Unido; a versão para iPad, de abril de 2010, liderou a categoria nos Estados Unidos. Em 2009 organizou com Geber Ramalho, no Recife, o 12º Simpósio Brasileiro de Computação Musical, assinando pela empresa, e de 2009 a 2010 lecionou no curso de Produção Fonográfica das Faculdades Integradas Barros Melo.
03 · Biografia
2010–2014: UFRPE
A Universidade Federal Rural de Pernambuco, fundada em 1947, tem sede em Dois Irmãos, no Recife, e unidades em Serra Talhada, Belo Jardim e Cabo de Santo Agostinho: cerca de 16 mil alunos, 1.300 docentes e 54 graduações. O Departamento de Estatística e Informática abriga o bacharelado em Sistemas de Informação, criado em 2008 pelo REUNI, com a primeira turma em 2009. Foi nomeado professor adjunto em maio de 2010 e permaneceu até agosto de 2014. Coordenou o curso e os laboratórios de 2011 a 2014; foi vice-diretor do departamento de 2012 a 2014, membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da universidade, do colegiado da pós-graduação em Informática Aplicada e do colegiado do curso, vice-coordenador de extensão e representante institucional da Sociedade Brasileira de Computação. De 2011 a 2014 teve a bolsa de produtividade em desenvolvimento tecnológico e extensão inovadora do CNPq, nível 2. Fora da universidade, integrou o conselho consultivo do PRAISE, projeto europeu sobre agentes tutores em comunidades de prática musical.
No período, a pesquisa passou a contar com grupos e financiamento próprios. O MusTIC (Música, Tecnologia, Interatividade e Criatividade) nasceu em 2011 e recebeu em 2013 um projeto Universal do CNPq para um método de criação de instrumentos musicais digitais. O projeto de áudio-monitoramento para segurança pública (CNPq e FACEPE, 2010–2014) treinou classificadores para reconhecer tiro e grito em microfones. O PsyFun, de jogos digitais para psicologia cognitiva, começou em 2013 com o projeto Decisores Virtuais, da FACEPE. Orientou quatro mestrados na UFRPE.
Na empresa, passou a responder pela frente de educação: pesquisador bolsista do programa RHAE do CNPq de 2008 a 2010 e diretor de tecnologia e criação. A Plataforma Digital de Educação Musical (CNPq, FINEP e Escribo, 2010–2014) respondia à Lei 11.769/2008, que tornou obrigatório o conteúdo de música na escola sem que houvesse professores licenciados em número: jogos para o aluno, curso para o professor, indicadores para a gestão. Dela saíram a Turma do Som (2012, com consultoria pedagógica de Cecília Cavalieri França) e o livro Nós da Educação: Música, para 4º e 5º anos, pela Ática (2014). Em 2014 a sociedade anônima passou a operar como Escribo Inovação para o Aprendizado, edtech e editora digital de jogos, animação e sistemas interativos para a educação; Cabral deixou a sociedade em 2017.
04 · Biografia
Desde 2014: CIn/UFPE
O Centro de Informática nasceu como Departamento de Estatística e Informática em 1974, separou-se como Departamento de Informática em 1983 e virou Centro em 1999. Tem quatro graduações (Ciência da Computação, 1974; Engenharia da Computação, 2002; Sistemas de Informação, 2010; Inteligência Artificial, 2025), mestrado e doutorado acadêmicos e profissionais com nota máxima na CAPES, um dos sete centros de computação do país nessa faixa, mais de vinte laboratórios e uma incubadora. Dele saíram o CESAR (1996), a CITi (1997) e o Porto Digital (2000). Cabral é professor adjunto do Centro desde 2014.
Integra, desde 2020, o PRAIA (Centro de Pesquisa Realmente Aplicada em Inteligência Artificial), com cerca de cem pesquisadores da UFPE, da UPE e da UFRN, coordenado por Geber Ramalho. Leciona Introdução à Multimídia, Projetão, Computação Musical, Jogos Digitais, Criatividade Computacional e, desde 2026, Tendências em Mídia e Interação: sessenta turmas desde 2015. Coordena o MusTIC com Geber Ramalho e Filipe Calegário; o grupo se descreveu num artigo de 2019 com cinco eixos, 21 projetos e 42 pesquisadores. Orientou duas teses de doutorado (o VioLED, de Eduardo Santos Silva, 2022, e a abordagem sensível ao gênero para o ensino do pensamento computacional no Fundamental I, de Mychelline Souto Cunha, 2025) e catorze dissertações, além de dez co-orientações de mestrado; a lista está em Orientações. Coordenou com Filipe Calegário o 18º SBCM (2021), realizado pelo CIn com o CESAR, e propôs ao CNPq a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2019 em Pernambuco.
Desde outubro de 2022 é diretor-presidente do Alumni CIn, a associação de ex-alunos do Centro, eleito para a gestão 2022–2025. Na Sociedade Brasileira de Computação, integrou o comitê gestor da Comissão Especial de Computação Musical, que organiza o SBCM, bienal, em 2011–2014, 2015–2017 e 2021–2022, e a presidiu na gestão 2022–2023, com Filipe Calegário como vice.
05 · Biografia
2015–2026: conselhos, estratégia e o ecossistema
O CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) é um instituto privado de inovação sem fins lucrativos, fundado em 1996 no Recife, âncora do Porto Digital. Descreve-se como escola, laboratório de experimentação, centro de pesquisa e desenvolvimento e venture builder. Declara em 2026 unidades no Recife, em Manaus, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e na Flórida, além da operação em Aveiro, Portugal, anunciada em 2023; 136 projetos e 95 clientes por ano, mil startups apoiadas em dois anos e 4.500 estudantes na CESAR School, cuja pós-graduação profissional começou em 2007 e cujo doutorado profissional em Engenharia de Software é de 2019.
Cabral presidiu o Conselho de Administração de 2020 a 2026; antes, de janeiro de 2015 a 2020, foi vice-presidente. Fez cursos de formação de conselheiros na Fundação Dom Cabral (2015) e no IBGC (2019). No período, e por decisão do colegiado, o Conselho recebeu o certificado Women on Board (2021); o instituto assinou memorando com a Covilhã (2022), abriu a operação em Aveiro (2023) e firmou protocolo com o CCG/ZGDV de Guimarães (2025); lançou com o Governo de Pernambuco, o SENAI e o SENAC o Florescendo Talentos (2024), cursos técnicos em cerca de 170 escolas estaduais de mais de 70 municípios; levou o protótipo Smart Lipstick à CES 2025, onde ganhou o People's Choice do SXSW Innovation Awards; e publicou seu primeiro Relatório de Impacto Socioambiental (2025). Assinou, nesse tempo, artigos sobre inovação como mudança de comportamento (2020) e sobre IA generativa (2023), e o prefácio de O futuro das organizações pela perspectiva Design-Driven (2023).
A ARIES (Agência Recife para Inovação e Estratégia) é uma associação privada sem fins lucrativos, registrada em 2017 e em atividade desde 2018, qualificada como Organização Social pelo município, criada para pensar o desenvolvimento de longo prazo do Recife. São cinco associados fundadores: Guilherme Cavalcanti, Sérgio Cavalcante, Fernando Holanda, Fernando Braga e Giordano Cabral. O trabalho que a define é o Plano Recife 500 Anos, plano estratégico da cidade com horizonte em 2037, feito por contrato de gestão entre a Prefeitura e o Núcleo de Gestão do Porto Digital e publicado em segunda edição pela Cepe em 2022. Em 2025 a agência passou a executar dois projetos com recursos públicos: a adaptação inclusiva da Macroárea Cajueiro (R$ 2,4 milhões, até 2027) e, como gestora delegada do lado brasileiro, o FICOL 2 da cooperação Recife–Nantes, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento: €2,21 milhões até 2028, com UFPE, Unicap, Porto Digital e CESAR como parceiros. Cabral é conselheiro do Conselho de Administração.
O Porto Digital é o parque tecnológico do Recife, criado em julho de 2000 como política pública do Estado, com R$ 33 milhões de investimento inicial, e gerido pelo Núcleo de Gestão do Porto Digital, associação privada sem fins lucrativos qualificada como Organização Social em 2001, que opera por contrato de gestão com o Governo de Pernambuco. O balanço de 2025, divulgado em março de 2026, dá 541 empresas, 24.079 colaboradores e faturamento de R$ 7,4 bilhões, 19% acima do ano anterior. A atuação de Cabral no parque se dá por dois programas de formação. A Residência Tecnológica, de 2019, é uma disciplina integrada a cursos tecnólogos de seis instituições em que squads de estudantes resolvem desafios reais propostos por mais de cem empresas, com mentores de mercado e ciclos fechados por demo day; no segundo semestre de 2025 atendeu cerca de 2.300 estudantes no Recife e 3.700 somando Aracaju e Brasília. O Embarque Digital, implantado em 2021 pela Prefeitura do Recife com o parque como parceiro técnico, dá bolsas integrais em cursos superiores de tecnologia a quem cursou todo o ensino médio na rede pública: 3.043 ingressantes e 1.130 formados até setembro de 2026. Coordena a pedagogia da Residência desde 2019. É coautor do estudo sobre o programa apresentado no WASHES 2023 e consultor do Núcleo de Gestão para a internacionalização do parque e a cooperação Recife–Nantes. A coordenação foi remunerada, de 2022 a 2025, por bolsas de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Softex Recife, associação da rede Softex que mantém, por portaria de 2023, um programa de bolsas financiado por empresas e entidades públicas.
Desde outubro de 2024 é conselheiro suplente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, criado pela Lei 18.974/2024 para propor e avaliar as políticas de inovação da cidade. Em 2026 o Instituto Caldeira, hub de inovação de Porto Alegre fundado em 2019 por um grupo de grandes empresas gaúchas, criou um conselho técnico-científico, do qual Cabral participa à distância.
Fora dos conselhos, presta consultoria a empresas em estratégia e inteligência de negócios e em adoção de inteligência artificial, tratada como elemento da transformação do negócio. O detalhe de cada conselho e de cada empresa está em Estratégia e negócios.
06 · Biografia
2023–2024: Stanford
O Lemann Center for Educational Entrepreneurship and Innovation in Brazil é um centro da Stanford Graduate School of Education dedicado a políticas públicas em educação apropriadas para a realidade brasileira. Foi Visiting Scholar do centro de setembro de 2023 a agosto de 2024, com afiliação UFPE e CESAR. Do período resultaram três textos com Jean-Pierre Briot sobre a inteligência artificial no Brasil (2024) e o projeto Preparing Brazil's Youth: Integrating Vocational Training into Schools, financiado pelo Stanford Impact Labs em 2025, do qual é pesquisador líder, com Eric Bettinger e com a Secretaria de Educação de Pernambuco, a Fundação Itaú, a CESAR School e o Lemann Center como parceiros. O projeto testa dois modelos de educação profissional integrada ao ensino médio (cursos de energia renovável em escolas rurais e eletivas de tecnologia em mais de 130 escolas públicas do estado) com avaliação randomizada e quase-experimental.
07 · Biografia
Desde 2025: FAROL e a IA agêntica
Em 2025 Cabral fundou com Filipe Calegário, no CIn, o FAROL, grupo de pesquisa que mede como organizações e pessoas trabalham com inteligência artificial agêntica; em 2026 o grupo torna-se o Instituto FAROL de Fluência Agêntica. A régua tem seis eixos e cinco níveis; dela derivam o Meu Mapa de IA, o Índice de IA para empresas, o catálogo Arsenal of Tools e a Arena das IAs, cujo primeiro experimento foi o Bolão da Copa de 2026: 124 modelos, 104 jogos, 5.797 palpites entre 11 de junho e 19 de julho. No mesmo ano criou a disciplina Tendências em Mídia e Interação, em que cada aluno constrói a própria ferramenta de prospecção com IA.
08 · Biografia
Instituições e cooperação internacional
A cooperação com a França atravessa o currículo de 2001 a 2024: o projeto Smart-es, entre a UFPE e a Université Paris VI (2001–2004), sobre técnicas de aprendizagem e adaptação para comércio eletrônico, jogos e busca na internet; o doutorado em inteligência artificial generativa no LIP6, com Jean-Pierre Briot e François Pachet, do Sony CSL Paris, o laboratório da Sony na Europa, de onde saiu o projeto Flow Machines; as bancas de doutorado no IMPA com os dois (2009 e 2010); e os três textos com Briot de 2024. Com o IMPA, no Rio de Janeiro, há coautorias com Luiz Velho (SBCM 2007, SIGGRAPH 2010). Na União Europeia, foi conselheiro (Advisory Board) do PRAISE de 2012 a 2014, projeto do 7º Programa-Quadro coordenado pelo CSIC, com €2,3 milhões da UE (CORDIS). Com a McGill University e o Inria, assina com Marcelo Wanderley e Stéphane Huot o método e toolkit para instrumentos musicais digitais (IEEE MultiMedia, 2017). Nos Estados Unidos, o Lemann Center, em Stanford, como Visiting Scholar (2023–2024), e o Stanford Impact Labs, como pesquisador líder do projeto Preparing Brazil's Youth (2025). Pelo Porto Digital, conduz desde 2019, como consultor de internacionalização, o lado brasileiro da cooperação Recife–Nantes, com a ADN Ouest e a Nantes Métropole, na qual a ARIES executa o FICOL 2. No período em que presidiu o Conselho do CESAR, o instituto assinou memorando com a Covilhã (2022), abriu operação em Aveiro (2023) e firmou protocolo com o CCG/ZGDV de Guimarães (2025).
09 · Biografia
Contato
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Centro de Informática da UFPE, sala C120, Bloco C, 1º andar. Av. Jornalista Aníbal Fernandes, s/n, Cidade Universitária, Recife, PE, 50740-560. E-mail grec@cin.ufpe.br. Telefone +55 81 99197-9875.
Perguntas frequentes
Quem é Giordano Cabral?
Giordano Ribeiro Eulálio Cabral é professor adjunto do Centro de Informática da UFPE desde 2014, em dedicação exclusiva. Trabalha com inteligência artificial agêntica e com estratégia em organizações: pesquisa a adoção de IA por organizações, presidiu o Conselho de Administração do CESAR de 2020 a 2026, é conselheiro da ARIES e presta consultoria a empresas em estratégia e adoção de IA. É fundador do FAROL e coordena o MusTIC com Geber Ramalho e Filipe Calegário.
Com que Giordano Cabral trabalha em empresas e instituições?
Com estratégia e adoção de inteligência artificial. Presidiu o Conselho de Administração do CESAR de 2020 a 2026, depois de cinco anos como vice-presidente; é associado fundador e conselheiro da ARIES, integra o conselho técnico-científico do Instituto Caldeira e é conselheiro suplente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife. É consultor de internacionalização do Núcleo de Gestão do Porto Digital desde 2019 e presta consultoria a empresas em estratégia e inteligência de negócios, com a IA como elemento da transformação do negócio.
Qual é a formação de Giordano Cabral?
Bacharelado em Ciência da Computação na UFPE (1999) e mestrado na mesma instituição (2002), com Geber Ramalho. Doutorado em inteligência artificial generativa, com Jean-Pierre Briot e François Pachet, na Sorbonne / Université Pierre et Marie Curie (Paris 6), no LIP6, defendido em 2008. Visiting Scholar do Lemann Center da Stanford University de setembro de 2023 a agosto de 2024.
Que instituições Giordano Cabral integra ou integrou?
CIn/UFPE, como professor desde 2014; UFRPE, como professor de 2010 a 2014; Daccord Music Software, que fundou em 2000 e de cuja sucessora, a Daccord Tecnologia, é sócio; CESAR, cujo Conselho de Administração presidiu de 2020 a 2026, depois de cinco anos como vice-presidente; ARIES, da qual é associado fundador e conselheiro; Instituto Caldeira, no conselho técnico-científico desde 2026; Porto Digital, onde coordena a pedagogia da Residência Tecnológica e é consultor de internacionalização desde 2019; Alumni CIn, que preside desde 2022; e o Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, como conselheiro suplente. Fora do país: LIP6 e Sony CSL, em Paris, no doutorado (2003–2008); o projeto europeu PRAISE (2012–2014); o Lemann Center, em Stanford (2023–2024), e o Stanford Impact Labs (2025).
Como falar com Giordano Cabral?
Pelo e-mail institucional grec@cin.ufpe.br, ou na sala C120 do Centro de Informática da UFPE, na Cidade Universitária, no Recife. O telefone é +55 81 99197-9875.